Três bizarrices das súmulas do Campeonato Catarinense

Campeonato chega a sua reta final com a grande decisão

Por Eduardo Madeira 03/05/2017 - 06:00 hs
Três bizarrices das súmulas do Campeonato Catarinense
Héber e Ricci são dois dos protagonistas da lista | Foto: Divulgação/Anaf

Se houve uma atividade que fiz com relativa frequência nesta temporada do Campeonato Catarinense foi olhar as súmulas dos jogos após as rodadas. Chamou-me a atenção as diversas ações de autoritarismo por parte de alguns árbitros, mostrando que o fato de terem um apito em mãos lhes causam a impressão de que são mais poderosos do que realmente são.

 

Tendo isso em vista, decidi levantar três relatos bizarros que estão em súmulas do nosso querido Catarinão. Vamos aos destaques:

 

9ª rodada do 1º turno | Atlético Tubarão 4x1 Almirante Barroso

 

Você de novo?

 

Esse jogo envolveu um caso antigo entre um dirigente do Almirante Barroso e o árbitro Fernando Henrique de Medeiros Miranda. Na súmula, ele aponta que o vice-presidente do clube, Neto Custódio, invadiu o campo no intervalo do jogo contra o Atlético Tubarão e, com dedo em riste, disse: “seu vagabundo, tu já me f*$#% na terceira divisão, me roubasse de novo!”. Ele chegou a ser contido por membros da comissão técnica, mas voltou a ameaçar a arbitragem na volta para o vestiário. Comovente a lembrança do dirigente...

 

  

1ª rodada do returno | Avaí 2x3 Criciúma

 

Não ouvi, mas expulsei

 

No tenso primeiro tempo entre Avaí e Criciúma, na rodada inicial do returno, o Tigre já estava sem o técnico Deivid, suspenso por entrevero com o árbitro William Machado Steffen, na derrota por 4 a 2 diante do Figueirense. Na volta à capital catarinense, o auxiliar-técnico Raphael Bahia era o treinador e tinha o auxílio do analista de desempenho Bebeto Sauthier. Porém, Bebeto foi expulso pelo árbitro Sandro Meira Ricci, aos 44 minutos da etapa inicial, por “gesticular contra a arbitragem levantando os braços ao ar”. Até aí tudo bem (apesar de ser um ato de bastante intolerância e autoritarismo). Porém, ele admitiu na súmula que não ouviu o que foi dito pelo auxiliar. Como assim? Não ouviu e expulsou? Eu não entendi, tampouco o Bebeto, que justificou estar orientando o atacante Caio Rangel – versão confirmada pelo então técnico Raphael Bahia.

 

 

1º jogo da final | Avaí 0x1 Chapecoense

 

Comporte-se, mascote

  

Não bastasse ter expulsado dois jogadores na etapa inicial de jogo na grande decisão do estadual, o árbitro Héber Roberto Lopes completou o showzinho particular que ele tanto gosta (lembram da final da Copa América de 2016?) na súmula. Segundo o árbitro que está se aposentando, durante o intervalo, a mascote do Avaí fez gestos com as mãos, sinalizando com as mãos que a arbitragem estaria roubando o Leão da Ilha. Identificaram a mascote e ele foi parar na súmula da final do campeonato.