Crítica | A Cabana

Por Bruna Elias 13/05/2017 - 14:30 hs

O filme A Cabana é originalmente um livro escrito por William P. Young, lançado em 2007 nos Estados Unidos, se tornando rapidamente um sucesso mundial, vendendo mais de 20 milhões de exemplares.  10 anos mais tarde, a indústria cinematográfica aproveitou a oportunidade adaptando o best-seller às telas de cinema.

A trama acompanha a jornada de Mack Phillips (Sam Worthington), que, quando criança sofria abusos por parte de seu pai, que batia nele e em sua mãe. Já na vida adulta, Phillips é casado e tem um filho e duas filhas.  Entretanto, sua vida é transformada quando, durante um acampamento, sua filha mais nova desaparece, encontrando apenas suas roupas ensanguentadas em uma cabana, com sinais de que ela havia sido assassinada.

Com isso, Mack tem sua fé abalada e entra em crise até receber uma carta misteriosa para retornar a cabana. No local da tragédia, Phillips encontra Deus (Octavia Spencer), Jesus (Avraham Aviv Alush) e o Espírito Santo, ou Sarayu (Sumire Matsubara), onde ele vai aprender sobre o perdão e receber uma lição de vida.

É importante ressaltar que o filme trata da fé cristã, e essa critica, não tem como foco a religiosidade representada no longa-metragem, mas sim, seus aspectos técnicos, visuais e de roteiro cinematográfico, assim como o trabalho desenvolvido pelos personagens.

Dito isto, o filme não é excepcional, há falhas. A narrativa da trama é lenta, provocando cansaço nos telespectadores. A história, em certos momentos, não flui.  Apesar dos problemas, alguns personagens são trabalhados de maneira corajosa, por exemplo, a Santíssima Trindade representada por uma mulher negra (Octavia), o que cativa o espectador no filme.

Apesar da boa história, A Cabana explora pouco seu tema principal e seus ótimos atores. Por fim, o filme é uma caminhada cansativa.