Criciúma x Oeste de 2016 é exemplo de armadilha para Deivid

Tigre goleou por 4 a 0 em jogo com características semelhantes a que deverão ser vistas no sábado

Por Eduardo Madeira 18/05/2017 - 22:01 hs
Criciúma x Oeste de 2016 é exemplo de armadilha para Deivid
Foto: Caio Marcelo/Criciúma E.C.

Apesar de elenco semelhante, é gritante a diferença de jogo entre o Criciúma de Deivid para o de Roberto Cavalo. Enquanto a equipe de 2016 atuava com linhas mais retraídas e apostava nas jogadas em velocidade pelas laterais, o time atual propõe o jogo desde a defesa, atua com linhas altas e procura valorizar a posse da bola. Tudo isso com os mesmos jogadores.

 

Para o confronto de estilos de sábado, na Arena Barueri, pela 2ª rodada da Série B, quando o Criciúma, de Deivid, encontra o Oeste, de Cavalo, um jogo em questão entre esses mesmos times merece ser olhado com atenção: o último, em setembro de 2016, quando o Tigre goleou por 4 a 0.

 

Aquela partida ficou marcada também por um confronto de estilos. Confrontava-se com a equipe de Cavalo o Oeste de Fernando Diniz, time de posse de bola constante, muitas trocas de passe desde o sistema defensivo e buscando as infiltrações com a bola no pé. Não é um time igual ao de Deivid, mas possui características mais próximas, para efeito de comparação.

 

Para quem não recorda daquele jogo, Cavalo adotou uma estratégia simples de ser explicada: entregou a bola ao Oeste e esperou os erros paulistas para contra-atacar e liquidar o jogo. No começo, o Tigre até adiantou as linhas para forçar o erro, mas após o primeiro vacilo que resultou em gol (anotado por Douglas Moreira, em uma saída errada do goleiro Felipe Alves), foi só recuar, ceder a posse de bola e esperar novas bobeiras para sair em velocidade.

 

Foi dessa maneira que o Criciúma de Cavalo conquistava a maioria das vitórias e isso foi explicitado naquela noite diante do Oeste. O 4 a 0 visto ao término do jogo foi fruto de uma atuação puramente reativa. Certamente ele tentará repetir o expediente, agora em lado contrário.

 

 

O tricolor precisa ter bem em mente que o time paulista vai dar a posse de bola desde o princípio e tentará forçar o erro para dar estocadas velozes pelos flancos. Os defensores e meio-campistas, principalmente, precisam minimizar os erros e os atacantes terão de ter uma precisão maior nas finalizações. O jogo já está desenhado e Cavalo tem a armadilha para capturar o Tigre.