No Barreto, no party? Ausência de volante expõe aproveitamento ruim do Criciúma

Retornando de lesão, volante estreia na Série B diante do América

Por Eduardo Madeira 23/05/2017 - 23:36 hs
No Barreto, no party? Ausência de volante expõe aproveitamento ruim do Criciúma
Foto: Fernando Ribeiro/Criciúma E.C.

Poucos jogadores do Criciúma têm sido tão regulares nesta temporada quanto Barreto. Fazendo um trabalho de formiguinha no meio-campo, o ainda jovem volante, de apenas 21 anos, se tornou um dos pilares do time de Deivid por ser uma peça capaz de articular a saída de bola e fornecer combate efetivo na faixa central.

 

Seria exagero, portanto, interligar a ausência dele nas primeiras duas rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro – motivada por um problema no joelho – com as derrotas para Santa Cruz e Oeste? Coincidência não me parece ser.

 

Deivid tem no elenco vários meio-campistas centrais de boa saída de bola e até com capacidade de marcação aceitável, mas nenhum tem virtudes que Barreto possui para trajar a camisa 5. A principal delas está na saída de bola. Ele aproxima dos zagueiros, fornecendo opção de passe e forçando os laterais a avançar para receber em condições melhores. Em que pese a autoconfiança exagerada que já demonstrou em alguns jogos, em bom nível e concentrado em sua totalidade, é peça imprescindível ao meio de campo carvoeiro, até pela alta qualidade nos desarmes.

 

Os números também reforçam o que venho dizendo nos últimos parágrafos. Nos oito jogos em que Deivid não pode contar com Barreto, seja por suspensão ou lesão, o Criciúma venceu somente dois e perdeu os outros seis, tendo apenas 25% de aproveitamento. Se quiserem colocar no bolo, dá para acrescentar a derrota por 1 a 0 diante do Joinville, onde foi expulso no começo da segunda etapa, quando o placar estava zerado.

 

Claro, no meio desses números estão dois jogos pela Copa da Primeira Liga, quando Deivid escalou praticamente o time sub-20 e o Tigre tomou duas cacetadas, mas não deixa de ser um aproveitamento curioso – de forma negativa.

 

Hoje, ver Barreto fora no meio-campo do Criciúma é quase como ver uma casa sem um pilar de sustentação. O time, assim como o lar, fica torto, sem firmeza e acaba sobrecarregando outras áreas. Para manter a casa de pé, o pilar precisa ser construído, no caso do Tigre, esse pilar necessita retornar ao time.