Winck se perdeu

Atitudes dos últimos jogos evidenciam indecisões do treinador

Por Eduardo Madeira 13/09/2017 - 20:47 hs
Winck se perdeu
Foto: Caio Marcelo | Criciúma E.C.

As últimas duas partidas do Criciúma na Série B do Campeonato Brasileiro evidenciaram que o técnico Luiz Carlos Winck já se perdeu em suas convicções. Alterações estranhas, pouca variação de jogo e a confusão no que pensa de time vem transformando o Tigre numa equipe caricata, longe daquela que rapidamente se organizou quando assumiu o comando.

 

As quase três semanas de preparação para a retomada da Série B, que mais pareciam um presente a Winck, tornaram-se um fardo para o treinador, que viu as cobranças aumentarem, assim como enxergou suas convicções sumirem igual vapor com meia hora de jogo contra o Luverdense, ao sacar João Henrique e colocar Caio Rangel, abdicando de um ponta armador para apostar num velocista, capaz de abrir espaços com dribles.

 

Se havia alguma dúvida de que o técnico se perdeu, ela foi escancarada contra o Juventude, quando realizou quatro mexidas na formação inicial. Três desses novos atletas foram substituídos ao longo do jogo – sendo Jeferson sacado já no intervalo – por atletas que sequer entraram na partida passada.

 

Ah, para não deixar passar, um atleta que entrou atuou no jogo anterior: João Henrique. Porém, entrou numa insólita lateral-esquerda, totalmente deslocado e prejudicado por um Diego Giaretta em noite para esquecer.

 

Foi muito tempo de treino para pouca evolução e um escasso repertório de jogadas de um time que atua espaçado, com pouca aproximação e que mantém um rombo na faixa central do gramado. Somado a isso, vem uma estranha tomada de decisões, como os ingressos de Jocinei e Márcio Goiano na formação, a retirada de Nino do time titular e a manutenção de um pouco produtivo Jonatan Lima.

 

Está nítido que Winck perdeu a mão do time. Ele reconhece a limitação do elenco, mas não consegue pensar fora da caixa, procurar outras formas de jogo e tornar a equipe, ao menos, organizada. Até mesmo o jogo reativo, que se tornou marca do time desde que chegou, não tem sido mais o ponto forte.

 

Na tabela, um novo jogo só daqui uma semana e meia. É tempo suficiente para arrumar a casa e mudar todo esse cenário... Mas depois de ver o que foi feito em quase 20 dias de pausa, duvido muito que haja grande evolução.