E quando a morte vem cedo demais?

Ao que crê, a vida não é tirada, mas transformada!

Por Alexandre Borges 22/01/2018 - 17:14 hs
E quando a morte vem cedo demais?
Luto

E quando a morte vem cedo demais?

Ela nunca parece vir num momento adequado. Especialmente quando os anos vividos ainda são poucos e os projetos se assomam, a família está começando, a juventude apenas se abriu, os filhos acabaram de nascer. 
Uma soma de perplexidade e vazio invadem os parentes, os amigos, familiares e pessoas próximas. Não se formulam perguntas, muito menos respostas. Resta um sentimento mesclado de angústia e de saudade por não ter dito algumas palavras, ter manifestado alguns sentimentos, partilhado um pouco da vida, de não ter amado mais, sorrido mais, perdoado mais... 
Vemos um corpo inerte, estranho, contrário ao normal. Onde está aquela voz? Aquela gargalhada? Os movimentos? O olhar? Nada. O que sobrou foi a lembrança de vários momentos vividos, quanto mais bem vividos mais presentes. 
Talvez a saudade nos dê uma dica de sabedoria, viver o momento presente com intensidade é o melhor modo de eternizar pessoas e fatos.
Pe. Zezinho tem uma música que trata da dor do luto. Por quê? Por quê? Vários porquês. Nenhuma resposta. A música começa assim: “Esta canção é para os pais que já perderam um filho, e por isso, brigaram com Deus. Eu não tenho respostas prontas para essa dor! Há feridas que não se curam com pomadas, mas com o tempo”. 
Após brigas com Deus, dúvidas, revoltas, desafios, dores..., no fim, a volta. Deus não disse nenhuma palavra, mas ofereceu um colo consolador: “Briguei com Deus, mas acabei no colo dele”. Restam ainda mil perguntas, mas o Amor de Deus e a serenidade de sua Presença fazem o coração calar e aos poucos ser curado da dor. 
Nós não temos uma resposta para a morte, temos uma Pessoa: Jesus Cristo. Ele é a nossa Paz! Em seu corpo morto e ressuscitado ele gerou uma nova criação. No seu Coração fazemos nossa morada! 
A morte aparente ainda existe, vemos um corpo. Mas a morte real, definitiva, foi anulada, e ao que crê, a vida não é tirada, mas transformada!

(Este artigo é uma homenagem da PASCOM à catequista
Angélyca Simão, que aos 29 anos partiu para a morada do Pai Eterno).

Alexandre Borges