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  • Morro da Fumaça, 28/05/2026
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    Anvisa reforça alerta sobre os riscos das câmaras de bronzeamento artificial

    Equipamentos com lâmpadas UV estão proibidos no Brasil desde 2009 devido aos graves danos à saúde, incluindo câncer de pele e lesões oculares

    Fonte: Divulgação Anvisa
    Anvisa reforça alerta sobre os riscos das câmaras de bronzeamento artificial

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta sexta-feira, dia 3, um importante alerta à população sobre os riscos à saúde associados ao uso de câmaras de bronzeamento artificial com lâmpadas ultravioleta (UV). Segundo o órgão, o uso dessas câmaras pode causar uma série de problemas graves, incluindo: 
    - câncer de pele,
    - envelhecimento da pele,
    - queimaduras,
    - ferimentos cutâneos,
    - cicatrizes,
    - rugas,
    - perda de elasticidade cutânea,
    - lesões oculares como fotoqueratite,
    - inflamação da córnea e da íris,
    - fotoconjuntivite,
    - catarata precoce,
    - pterigium (excrescência opaca, branca ou leitosa, fixada na córnea) e
    - carcinoma epidérmico da conjuntiva.  

    Embora os danos causados pela exposição aos raios ultravioleta (UV-B) não sejam imediatamente aparentes, eles podem surgir anos depois, com o desenvolvimento de câncer de pele e outras complicações associadas.  

    Desde 2009, o uso e a comercialização de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos estão proibidos no Brasil pela Resolução RDC nº 56/2009 da Anvisa. A decisão foi baseada em estudos da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), que classificaram o uso desses equipamentos como cancerígeno para humanos.  

    A proibição contou com o apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia e do Instituto Nacional de Câncer (INCA), reforçando a importância de proteger a saúde da população contra os efeitos nocivos dessa prática.  

    Apesar da regulamentação federal, algumas Assembleias Legislativas Estaduais e Municipais têm aprovado leis que permitem o uso das câmaras de bronzeamento artificial, em desacordo com a Resolução RDC nº 56/2009. Essas medidas, motivadas por interesses comerciais, colocam em risco a saúde pública e desrespeitam as diretrizes federais.  

    Diante dessa situação, a Anvisa anunciou que tomará medidas legais para assegurar o cumprimento da proibição e proteger a população dos perigos representados por esses equipamentos.  

    A Anvisa reforça a importância de que a população se mantenha atenta e denuncie o uso irregular das câmaras de bronzeamento artificial, colaborando para garantir a saúde e o bem-estar de todos.  




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