Moradores lamentam retirada de árvores na Praça São Roque em Morro da Fumaça
Mudanças recentes no principal espaço público da cidade geram preocupação com a perda de sombra, conforto e identidade histórica da praça
O trabalho de pode foi executado na praça da Matriz A retirada de árvores na Praça São Roque, no Centro de Morro da Fumaça, tem gerado manifestações e despertado preocupação entre moradores da cidade. Considerada durante décadas um dos principais cartões-postais do município, a praça sempre foi lembrada pelas sombras agradáveis, pelo espaço de convivência e também pelo ambiente de silêncio e reflexão ao redor da igreja matriz.
Nos últimos dias, novas intervenções no local chamaram a atenção da comunidade. Mesmo após a reestruturação da praça, algumas árvores haviam sido mantidas e ainda garantiam parte da arborização que marcava a identidade do espaço. Agora, com a retirada de mais exemplares, moradores passaram a demonstrar preocupação com a descaracterização da praça e com os impactos ambientais e sociais da desarborização urbana. Desde a tarde desta terça-feira, dia 28, ouvintes ligaram na rádio comunitária manifestando suas opiniões.
Em manifestação encaminhada ao portal, Rogério lamentou a situação e destacou o valor afetivo que o local possui para muitas famílias fumacenses.
“A Praça São Roque sempre foi mais do que um espaço urbano. Era um local de descanso, oração, encontro e acolhimento. As árvores faziam parte da memória da cidade. Ver tudo isso desaparecendo causa tristeza em muitas pessoas.”
O morador também destacou que, além da questão emocional, existe preocupação com a qualidade de vida e o conforto térmico da população.
Estudos sobre arborização urbana apontam que árvores ajudam na redução do calor, aumentam a umidade do ar, diminuem a poeira e contribuem para o bem-estar físico e mental das pessoas. Em cidades cada vez mais urbanizadas, a presença de áreas verdes é considerada fundamental para amenizar os efeitos das altas temperaturas e melhorar a convivência nos espaços públicos.
A ausência de sombra em locais de circulação e permanência também acaba reduzindo o uso desses espaços pela população, especialmente durante períodos de calor intenso.
“A praça sempre foi um lugar convidativo justamente por causa das árvores. As pessoas sentavam, conversavam, esperavam a missa ou simplesmente descansavam. Sem arborização, perde-se parte da essência daquele ambiente”, comentou Rogério.
Outras manifestações repercutem entre moradores nas redes sociais e nas ruas, onde muitas pessoas também demonstraram preocupação com a redução das áreas verdes na cidade e defenderam maior equilíbrio entre revitalização urbana e preservação ambiental.
Foi feito o contato com a paróquia, e até a publicação não houve manifestação.



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