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  • Morro da Fumaça, 06/10/2026
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    Grupo acusado de matar morador de Morro da Fumaça queimado vivo responderá na Justiça

    Ministério Público denunciou três homens e uma mulher pelo homicídio de Leonardo Vieira Saqui, encontrado morto em Jaguaruna, todos respondem ao processo presos.

    Fonte: Divulgação
    Grupo acusado de matar morador de Morro da Fumaça queimado vivo responderá na Justiça

    O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou três homens e uma mulher pelo homicídio de um homem de 22 anos ocorrido em junho deste ano, na localidade de Campo Bom, em Jaguaruna.

    Segundo a acusação, a vítima foi agredida, rendida e levada contra a própria vontade até uma propriedade rural, onde teria sido queimada ainda com vida.

    A denúncia foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaguaruna e já foi recebida pela Justiça. Os quatro acusados respondem ao processo presos.

    O corpo da vítima, Leonardo Vieira Saqui, morador de Morro da Fumaça, foi encontrado no dia 13 de junho, em meio a uma plantação de eucaliptos.

    Conforme o MPSC, exames periciais indicaram que o homem ainda estava vivo e respirava no momento em que foi exposto ao fogo.

    Os quatro réus foram denunciados por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

    Um dos acusados também responde, em tese, por ter promovido ou organizado a cooperação dos demais para a prática do crime.

    Com o recebimento da denúncia, teve início a ação penal e os acusados serão citados para apresentar defesa.

    Investigação apontou participação do grupo

    Segundo o Ministério Público, a autoria atribuída aos quatro denunciados foi identificada a partir de depoimentos, análise de materiais e dados telefônicos.

    As informações reunidas durante a investigação também teriam apontado o envolvimento dos acusados com atividades relacionadas ao tráfico de drogas.

    Conforme a denúncia, declarações atribuídas aos próprios réus também contribuíram para esclarecer a dinâmica do homicídio.

    De acordo com a Promotoria de Justiça, o grupo teria invadido uma propriedade particular no bairro Campo Bom e levado a vítima até uma área de plantação de eucaliptos.

    No local, o homem foi submetido a agressões e, posteriormente, ao fogo.

    O laudo médico-pericial apontou alto grau de carbonização do corpo, o que impossibilitou a identificação de características como cor da pele, cabelos e olhos. A vítima foi identificada por meio de confronto papiloscópico.

    Para o Ministério Público, a utilização do fogo caracteriza meio cruel. A acusação também sustenta que a vítima teve a possibilidade de defesa dificultada, já que teria sido surpreendida por um grupo numericamente superior e estaria sob efeito de drogas.

    Segundo a denúncia, os acusados e a vítima teriam envolvimento com o tráfico de drogas e integrariam uma facção criminosa.

    O homicídio teria sido motivado por uma afirmação feita pela vítima de que uma das denunciadas, companheira de um dos acusados, estaria mantendo um relacionamento extraconjugal.

    Conforme o MPSC, a vítima não teria conseguido comprovar a afirmação, situação que teria sido interpretada pelo grupo como deslealdade dentro do contexto das atividades criminosas.

    Um dos denunciados é apontado pelo Ministério Público como integrante de posição de comando no tráfico e teria interesse em impedir a disseminação dos rumores envolvendo a companheira.

    Outro acusado é irmão da mulher citada e, conforme a denúncia, também auxiliava nas atividades criminosas.

    O quarto denunciado teria participação nas atividades relacionadas ao tráfico e exerceria funções ligadas à manutenção da autoridade e da obediência dentro do grupo.

    O processo agora seguirá com o contraditório e a ampla defesa. O Ministério Público pede que os quatro acusados sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.




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