Publicidade
  • Morro da Fumaça, 18/09/2026
    • A +
    • A -

    Associação de circos de teatro repudia uso pejorativo de "picadeiro" e cobra respeito à arte circense

    ABRACIRTE afirma que comparações com desordem desvalorizam profissionais do circo e defende reconhecimento da atividade como patrimônio cultural e geradora de empregos

    Fonte: Divulgação
    Associação de circos de teatro repudia uso pejorativo de No picadeiro da vida real, há dignidade, suor e aplausos legítimos

    O picadeiro merece respeito!

    Associação Brasileira de Circos de Teatro — ABRACIRTE, representante legítima de centenas de famílias, artistas, técnicos e operários que dedicam suas vidas à milenar arte circense, vem a público manifestar seu profundo repúdio ao uso pejorativo e desrespeitoso dos termos "picadeiro" e "palco de circo" por figuras públicas e autoridades do cenário político e jurídico nacional. Nos últimos dias, assistimos mais uma vez à lamentável associação do nosso ambiente de trabalho a episódios de desorganização, falta de decoro e falta de seriedade. Como profissionais da cultura, não podemos silenciar diante desse preconceito estrutural. Para esclarecer à sociedade e às autoridades, a ABRACIRTE pontua: O picadeiro é um lugar de excelência: Diferente do que sugerem as metáforas políticas, o picadeiro do circo exige disciplina rigorosa, anos de treino técnico, respeito mútuo e precisão absoluta. No circo, um erro de cálculo ou a falta de profissionalismo podem custar vidas. O circo é gerador de emprego e dignidade: Somos empresas itinerantes e teatros mambembes que levam cultura, lazer e inclusão social aos rincões mais distantes do Brasil. O circo emprega pais e mães de família, educa crianças e movimenta a economia local por onde passa. Tradição e patrimônio cultural: A lona do circo-teatro abriga uma das expressões mais ricas e genuínas da identidade brasileira. O picadeiro é solo sagrado de artistas que preservam a alegria e a sensibilidade do povo, frequentemente sem qualquer apoio governamental. Exigimos seriedade de quem governa e julga o país. Os palanques políticos e os tribunais do Estado possuem dinâmicas próprias e, quando falham em manter a compostura, devem assumir seus próprios erros. O circo não aceitará servir de bode expiatório ou sinônimo de "vontade de aparecer" e "tumulto". Conclamamos as autoridades a olharem para o circo não como piada, mas com o respeito que nossa categoria merece, inclusive revertendo esse olhar em políticas públicas reais de fomento e proteção aos nossos espaços. No picadeiro da vida real, há dignidade, suor e aplausos legítimos. Que os palácios de Brasília aprendam com a lona a arte de respeitar o seu público. 

    Geraldo Santos Passos (Palhaço Biriba) Presidente da ABRACIRTE




    COMENTÁRIOS

    Buscar

    Alterar Local

    Anuncie Aqui

    Escolha abaixo onde deseja anunciar.

    Efetue o Login

    Recuperar Senha

    Baixe o Nosso Aplicativo!

    Tenha todas as novidades na palma da sua mão.