Publicidade
  • Morro da Fumaça, 07/05/2026
    • A +
    • A -

    A infância pede presença

    A infância pede presença: Movimento infância sem telas

    Nova coluna semanal propõe reflexões sobre o impacto das telas na infância e defende mais presença, vínculos reais, brincadeiras e desenvolvimento saudável das crianças


    A infância pede presença: Movimento infância sem telas

    Vivemos uma época em que as telas passaram a ocupar espaços antes preenchidos por conversas, brincadeiras, descobertas e silêncios necessários. Em poucos segundos, uma criança pode acessar milhares de vídeos, jogos e estímulos. Mas, ao mesmo tempo, cresce uma pergunta que inquieta famílias, educadores e profissionais da infância: o que está ficando para trás quando tudo acontece diante de uma tela?

    É a partir dessa reflexão que nasce esta coluna semanal: um espaço de diálogo, acolhimento e conscientização sobre a infância na era digital. Inspirada no Manifesto pela Infância Presente, do Movimento Infância Sem Telas, esta página pretende abrir caminhos para conversas importantes sobre desenvolvimento infantil, vínculos familiares, saúde emocional, aprendizagem e qualidade das relações humanas.

    Não se trata de demonizar a tecnologia. Ela faz parte da vida moderna e pode, sim, oferecer benefícios quando usada com equilíbrio e propósito. O problema começa quando as telas deixam de ser ferramenta e passam a ocupar o lugar da presença.

    Cada vez mais cedo, crianças são expostas a estímulos rápidos, contínuos e excessivos. Muitas vezes, sem perceber, adultos também entram nesse ritmo acelerado e acabam perdendo momentos preciosos da convivência cotidiana. O brincar livre diminui. As conversas ficam mais curtas. Os encontros acontecem, mas a atenção já não está inteira.

    E a infância sente.

    Sente no sono desregulado, na dificuldade de concentração, na ansiedade precoce, na irritação constante e até no empobrecimento das experiências sociais. Afinal, nenhuma animação substitui o colo. Nenhum vídeo ensina melhor do que uma brincadeira compartilhada. Nenhum algoritmo consegue reproduzir a segurança construída em um olhar atento.

    Ao longo das próximas semanas, esta coluna irá abordar temas como limites saudáveis para o uso das telas, desenvolvimento emocional, brincadeiras que estimulam a criatividade, convivência familiar, desafios da educação contemporânea, saúde mental infantil e alternativas práticas para uma infância mais conectada com a vida real.

    Mais do que informar, queremos provocar reflexão.

    Porque infância não é apenas uma etapa que passa rápido. É a base emocional, afetiva e cognitiva de toda uma vida. E proteger esse tempo talvez seja uma das maiores responsabilidades da nossa geração.

    Que esta coluna seja também um convite:

    • Para desacelerar.
    • Para sentar no chão.
    • Para ouvir mais.
    • Para brincar junto.
    • Para trocar minutos de tela por memórias afetivas.

    Porque quando uma criança encontra espaço para viver plenamente sua infância, toda a sociedade colhe os frutos no futuro.

    Vem conosco neste movimento!

    Ana Paula Mattos e Raquel de Souza Campos




    COMENTÁRIOS

    LEIA TAMBÉM

    Buscar

    Alterar Local

    Anuncie Aqui

    Escolha abaixo onde deseja anunciar.

    Efetue o Login

    Recuperar Senha

    Baixe o Nosso Aplicativo!

    Tenha todas as novidades na palma da sua mão.