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  • Morro da Fumaça, 21/08/2026
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    A infância pede presença

    Quando a família joga, o cérebro aprende

    E se a gente olhasse para um jogo em família de um jeito diferente?

    Fonte: Divulgação
    Quando a família joga, o cérebro aprende

    Não como “uma brincadeira para passar o tempo”, mas como uma verdadeira experiência de desenvolvimento para o cérebro da criança.

    Quando uma criança senta à mesa para jogar com os pais, algo muito maior do que diversão está acontecendo.

    Ela precisa esperar sua vez, controlar a vontade de interromper, prestar atenção nas regras, lembrar o que precisa fazer, tomar decisões, criar estratégias e lidar com aquilo que não saiu como esperava.

    Quando perde, surge a frustração. Quando ganha, surge a alegria. Quando precisa esperar, exercita o autocontrole. Quando percebe que sua estratégia não funcionou, precisa pensar em outra.

    É assim que o cérebro aprende.

    E tem mais: enquanto joga, a criança conversa, argumenta, escuta, negocia, observa as expressões do outro e aprende a compreender diferentes perspectivas.

    Ou seja, por trás de um simples jogo de cartas, de tabuleiro ou até de uma brincadeira inventada na sala de casa, existe um verdadeiro laboratório de funções executivas, linguagem, atenção, memória, flexibilidade cognitiva, habilidades sociais e regulação emocional.*

    Mas talvez exista algo ainda mais importante acontecendo.

    Presença.

    Porque quando o adulto senta para brincar, a mensagem que chega para a criança não é apenas “vamos jogar”, é:

    "Eu tenho tempo para você.”

    E essa experiência de conexão também importa para o desenvolvimento.

    Por isso, no Movimento Infância Sem Telas, quando falamos em reduzir o excesso de telas, não estamos falando apenas sobre o que a criança precisa deixar de fazer.

    Estamos falando sobre aquilo que ela precisa voltar a viver. Voltar a esperar. Voltar a imaginar. Voltar a conversar. Voltar a se frustrar e tentar novamente. Voltar a brincar com alguém.

    Talvez o convite desta semana seja simples:

    Escolha um jogo. Desligue as telas. Sente-se no chão, na mesa ou no sofá. E jogue com seu filho.

    Não precisa ser demorado. Não precisa ser perfeito. Precisa ser presente.

    Porque enquanto vocês jogam, talvez você esteja vendo apenas uma criança brincando. Mas, por dentro, um cérebro inteiro está aprendendo.

    E talvez essa seja uma das formas mais bonitas de construir uma infância que não precisa de uma tela para acontecer.



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